terça-feira, 15 de maio de 2012
Delegacias do sul do Pará vivem em estado de abandono
A região do sul do Pará, há anos, sofre com o descaso e abandono da parte do governo estadual em varias áreas da administração pública estadual.
Na área da segurança pública, situação das Delegacias de Policia Civil, existentes em vários municípios da região, e um verdadeiro estado de calamidade pública, causando a indignação da população e dos servidores que diariamente são obrigados a trabalhar em instalações de péssima qualidade.
No município de Tucumã, que fila localizada na PA 279, a situação da Delegacia de Polícia Civil e de causar tristeza na equipe de trabalho, e nos detentos que estão recolhidos em celas insalubres e sem condições de higiene.
A falta de estrutura e as péssimas condições de funcionamento da delegacia, mostra o quanto a segurança pública da região está abandonada pelo governo estadual.
O pátio da Delegacia, mais parece um cemitério de carros velhos, que firam apreendidos pela polícia, e por falta de segurança, os carros apreendidos são sucateados, as peças são roubadas, e apenas as carcaças vão ficando no lugar.
A delegacia não tem telefone, os banheiros do prédio estão deteriorados, as paredes caindo aos pedaços, se tornando realmente um local inadequado tanto para os integrantes da Polícia Civil, quanto para os detentos e população que precisa do serviço policial.
A delegacia conta apenas com dois investigadores e um escrivão e uma viatura caindo aos pedaços. As delegacias e Redenção, Santana do Araguaia, Rio Maria e São Felix do Xingu, possuem situação semelhantes.
Departamento Municipal de Trânsito de Redenção tem novo diretor
Dias após a realização da reunião realizada na sala da promotoria de Justiça de Redenção, com diversos orgãos de segurança e imprensa de Redenção, o prefeito Wagner Fontes, exonerou o diretor do Departamento de Trânsito de Tráfego de Redenção, Rony Barros, que há mais de três anos ocupava o cargo.
Segundo os comentários de agentes e assessores e pessoas ligadas ao prefeito Wagner Fontes, as denuncias de estar havendo corrupção dentro do órgão, foi um dos principais motivos que levaram o prefeito a tomar a decisão de exonerar o ex-diretor.
Para ocupar a vaga deixada por Rony Barros, o prefeito Wagner Fontes, nomeou o suplente de vereador Alexandre Sabino, que é servidor público municipal concursado. A portaria do novo diretor foi assinada por Wagner Fontes, na última sexta-feira.
Alexandre Sabino, viajou para treinamento na capital do estado e somente na próxima sexta-feira estará tomando posse do cargo. A reportagem tentou falar com o ex-diretor Rony Barros, para que ele explicasse os reais motivos que causaram a exoneração, mas o mesmo não foi localizado pela reportagem.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Internet supera o jornal impresso
Internet supera o jornal impresso como segunda mídia mais acessada de 2012, mostra pesquisa
A internet assumirá a segunda posição entre as mídias ainda em 2012, deixando o meio jornal para trás. Segundo estimativa apresentada pela seccional brasileira da agência Interactive Advertising Bureau (IAB Brasil), o meio digital crescerá 39%, fechando o ano com 13,7% de participação e faturamento na casa dos R$ 4,7 bilhões. Em 2011, a web representava 11% do polo publicitário.
Para Fabio Coelho, presidente da IAB-Brasil, o crescimento do mercado de buscas será de 50% e o de display (banner) terá incremento de 25%. Coelho – que também preside o Google Brasil, confirma o crescimento da internet no país, em média, quatro vezes mais do que o mercado de publicidade, em geral – e esses números não contabilizam as redes sociais. A agência, em breve, divulgará uma estimativa de faturamento para este ano, em que sites como Facebook e Twitter estarão envolvidos.
As 100 maiores empresas do país investem 13,4% de suas verbas publicitárias no meio digital, segundo Coelho, que considerou a web um mercado “pujante”. Para chegar aos resultados apresentados hoje, o IAB considerou 80 milhões de internautas no país maiores de 16 anos, dos quais 49% pertencem às classes C, D e E e 51%, às A e B.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Gozadas Gargalhadas ksksksksrsksrsksks
Gozadas Gargalhadas ksksksksrsksrsksks
Gangue de motoqueiros
Uma caravana de motoqueiros fortes e mal-encarados vinha pela estrada quando, de repente, vê uma garota prestes a pular de uma ponte num rio. Eles param, e o líder corre até a moça e pergunta:– Que diabos você está fazendo?
– Vou me suicidar – responde a delicada garota, ameaçando pular.
– Bom, antes de saltar, por que não me dá um beijo?
Ela acena com a cabeça, bota de lado os cabelos compridos
e dá um beijo longo e apaixonado na boca do motociclista.
Depois dessa intensa experiência, a gangue de motoqueiros aplaude, enquanto o líder recupera o fôlego, alisa a barba e admite:
– Este foi o melhor beijo que me deram na vida. É um talento
que se perderá caso você se suicide. Por que quer morrer?
– Meus pais não gostam que eu me vista de mulher!
Humberto Beltran (via e-mail)
Amigo é para essas coisas
Um mineiro está visitando o amigo carioca que sofreu um acidente e precisa ficar de cama. De repente, o acidentado diz:– Eu deixei as minhas sandálias lá em cima, no meu quarto. Você não pode ir lá pegar para mim?
– Claro, sô. Amigo é para essas coisas.
O cara sobe a escada e vai até o quarto do amigo. Chegando lá, ele vê a porta do banheiro se abrindo e as duas lindas filhas gêmeas do amigo, com 18 anos recém-completados, saindo apenas de robe. O mineiro não perde a chance:
– Oi, meninas, foi seu pai que me pediu para subir e transar com vocês!
As duas se olham incrédulas:
– Ele nunca falaria isso!
– É lógico que disse!
Querem ver? E, gritando para o amigo lá embaixo, pergunta:
– É para pegar só uma ou as duas?
– Claro que as duas, porra!
Aloisio Marciano (via e-mail)
O bêbado e a dama de preto
De repente, o bêbado achou que todo mundo estava cantando. Então ele se levantou e se dirigiu cambaleando até uma senhora de preto:– Hic, madame, me dá o prazer dessa dança?
E ouviu a seguinte resposta:
– Não, por quatro motivos: primeiro, o senhor está bêbado! Segundo, isto aqui é um velório!
Terceiro, não se dança o Pai Nosso! Quarto, porque madame é a pqp! Eu sou o padre!
Manuel Ricardo (Pelotas, RS)
A conta
O fanho liga para a recepção do motel:– Pode ver a minha conta?
– O que o senhor consumiu?
– Três fervejas, duas águas e duas fodas.
– Ah, esse último item o senhor resolve aí mesmo com a moça.
– É FODA LIMONADA, FUA BESTA!
Marcos Cerioni (via e-mail)
Marido bom de garfo
Uma senhora muito bonita procura um tatuador e pede:– Pode me fazer um lindo coelhinho de Páscoa na minha virilha esquerda?
O tatuador sem falar nada pegou seu material e fez um perfeito coelhinho, que a mulher adorou.
– Agora, você pode fazer um Papai Noel com o seu saco de presentes na minha virilha direita.
O tatuador em silêncio novamente fez um lindo trabalho, que ela aprovou incondicionalmente.
A cliente perguntou quanto era, pagou e, quando ia sair, o tatuador perguntou:
– Ei, minha senhora, nunca me pediram nada como isso antes. Por que fazer um coelho de Páscoa numa virilha e um Papai Noel na outra?
Ela respondeu:
– É para eu calar a boca do meu marido, que está sempre dizendo que lá em casa não há nada de bom para comer entre a Páscoa e o Natal!
Cadu Corsi (Varginha, MG)
Herança nômade
O médico atende um velhinho milionário quetinha começado a usar
um revolucionário aparelho de audição:
– E aí, seu Almeida, está gostando do aparelho?
– É muito bom.
– Sua família gostou?
– Ainda não contei para ninguém, mas já mudei
meu testamento três vezes.
Fernando C. Mauro (via e-mail)
Conversa com o criador
Homem: Deus?Deus: Sim?
Homem: Eu posso lhe perguntar algo?
Deus: Claro, meu filho.
Homem: O que é um milhão de anos para você?
Deus: Um segundo.
Homem: E um milhão de dólares?
Deus: Um centavo.
Homem: Deus, você pode me dar um centavo?
Deus: Espere um segundinho só.
Marcos N. (via e-mail)
Sexo antimonotonia
Sexo antimonotonia
Feriado, frio e... namoro morno? Fuja dessa!
Use esses dias de folga para aquecer seu relacionamento.
1 – Experimente algo novo
A novidade acende a paixão porque faz aumentar no cérebro os níveis
de dopamina, o neurotransmissor relacionado ao romance e ao apetite
sexual, explica a antropóloga americana Helen Fisher, que estuda a
biologia dos relacionamentos há mais de duas décadas. “Portanto, se você
se mantiver fazendo coisas inovadoras e diferentes, terá mais chances
de sustentar o romance”, conclui.
2 – Malhe
“Atividades vigorosas, como correr ou uma aula de spinning, liberam
endorfinas que melhoram o ânimo e deixam você relaxado”, lembra Gregory
Florez, porta-voz do Conselho Norte-Americano do Exercício. “Após 30
minutos de exercício cardiorrespiratório, a temperatura do corpo se
eleva e seu tato fica mais sensível. É a hora perfeita para fazer algo
mais íntimo.”
3 – Sue
Não há por que ficar acanhado. “O suor é um poderoso afrodisíaco”,
afirma Gregory Florez. “O cheiro do suor de uma pessoa limpa é
excitante. Após o exercício, seu cérebro está num estado de
hiperexcitação, e seu corpo pode ficar assim também.”
3. Jogue
Você se lembra daquelas brincadeiras da adolescência, quase
inocentes, como o jogo da verdade? Retomá-las, agora, só que sem tanta
inocência, pode reacender a chama.
4. Esqueça o relógio
Sexo melhor geralmente leva a sexo com mais freqüência, assegura a
psiquiatra e terapeuta sexual americana Barbara Bartlik. Por ora,
esqueça as rapidinhas. Faça um pacto com ela de agendar um compromisso,
sem que nenhum dos dois tenha permissão de cancelar, como ficar na cama
juntos por uma hora no fim de semana. Vocês podem apenas jogar conversa
fora, trocar carícias ou partir para uma boa sacanagem. Seja como for,
vocês estarão se conectando. Com o feriado chegando você terá todo tempo
do mundo para colocar essa ideia em prática.
5. Viaje
Para alguns casais, o sexo não é apenas parte das férias ou dos fins
de semana: é a razão para fazer algumas escapadas. Viajar é uma das
melhores formas de o casal manter o foco no que interessa: o sexo.
Reserve o feriado só para ela.
Sexo: melhor do que você imagina
Sexo: melhor do que você imagina
Acreditamos que você não precisa ser convencido de que sexo é bom, mas pode ser melhor do que você imagina
Da Redação
17h12
26/04/2012
Acabar com doenças, dormir melhor, gozar e se sentir o rei do sexo
oral! Com esses motivos você vai curtir (ainda mais) fazer sexo…
Sexo contra resfriado
Que vacina, que nada. Pesquisadores da Universidade Wilkes (EUA)
descobriram que transar pelo menos duas vezes por semana eleva em 20% os
níveis de imunoglobina A, anticorpo que protege contra resfriados e
outras infecções por vírus e bactérias.
Para ficar melhor ainda. “A chave para turbinar esses anticorpos
naturais é intensidade e prazer, portanto mexa-se e experimente o máximo
de posições possível”, sugere Paula Hall, terapeuta sexual da Relate,
instituição britânica que oferece consultoria em relacionamentos. “Tente
a posição da tesoura: você fica de pé, ela deitada na beirada da cama
de frente para você e com os tornozelos nos seus ombros. Durante a
penetração, abra e feche as pernas dela (como se fossem uma tesoura),
cruzando-as quanto fechadas a fim de segurar seu pênis dentro dela.” Se a
doutora falou…
Durma feito criança
A química pós-sexo tem o poder de uma canção de ninar. “Durante o
orgasmo, o corpo produz ocitocina, hormônio que induz ao sono”, observa o
ginecologista e terapeuta sexual Amaury Mendes Júnior, do Rio de
Janeiro. “Não há dúvida de que o sexo ajuda a combater a insônia”, diz o
médico americano especialista em medicina sexual David Delvin, autor do
The Pocket Good Sex Guide (Guia de Bolso para o Sexo Bom). Sim, você
acaba de ganhar uma explicação para aquela sua mania (que ela detesta)
de capotar depois de gozar. E ela também tem uma desculpa para querer
dormir de concha logo em seguida: é que o mesmo hormônio está
relacionado ao desejo de ficar junto e desenvolver vínculos.
Para ficar melhor ainda: melhore seu sono ingerindo alimentos que
estimulam a síntese do neurotransmissor do prazer, a serotonina –
carboidratos, frutas cítricas ou com coloração amarelo-alaranjada
(mamão, abóbora), banana, amendoim e atum, por exemplo -, antes de ir
para a cama.
Gozar, existe algo melhor?
Orgasmo simultâneo é o ponto mais sagrado do sexo. Muitas pessoas
passam a vida sem chegar a essa experiência. A melhor forma de chegar a
ele é caminhar lentamente, sem afobação. Uma dica é usar a técnica de
alinhamento coital (TAC). Essa é a tradicional posição papai-mamãe,
porém um pouco repaginada. Mantenha o peso do tronco sobre a parceira e
movimente lentamente apenas sua pélvis. Coloque a parceira um pouco
acima na cama para que seu osso púbico friccione levemente a região
clitoriana da moça. O ponto é: com movimentos mais limitados você tem
mais controle para coordenar seu orgasmo com o dela. E o resultado será
incrível para vocês dois (e ruim para os vizinhos). Mas vale lembrar que
a mulher pode até chegar ao clímax com você, mas não é isso que mais a
atrai na transa, explica Mirian Goldenberg.
Você, o rei do sexo oral
Observe como ela move o quadril quando você faz sexo oral. Se ela
estiver se contraindo ou se movimentando, não siga o movimento dela nem
altere seu ritmo. Fique como está e deixe que ela encontre a posição e o
movimento exato para alcançar o orgasmo. Sua parceira está somente
ajustando a postura e, se você se mover com ela, estragará seus
esforços. Continue fazendo a mesma coisa e deixe que ela regule a
sintonia fina. Melhor ainda, diga que você vai deixar que ela mesma
ajuste a posição. Isso dá à sua mulher a liberdade para movimentar-se e
também ajuda você, contribuindo para que todo o processo seja cada vez
mais fácil e bem-sucedido. Se ela parar com o quadril elevado e o abdome
contraído, significa que você está no lugar certo. Se você continuar
como está, mantendo o ritmo e a pressão, ela será inundada por ondas de
prazer que se espalharão do clitóris para o resto do corpo. Isso fará o
corpo dela tremer incontrolavelmente, mas não termine agora. Siga até
sentir que ela parou de tremer e que seu corpo está totalmente relaxado.
Você verá a expressão de êxtase no rosto dela e, provavelmente, um
grande sorriso no seu.
Fique de olho!
Fique de olho!
Cuidado com deslizes que podem provar que você manda mal quando o assunto é sexo
Deixe-a longe do Facebook
De acordo com um estudo da Universidade do Alabama (EUA), mulheres
que usam as redes sociais como o principal meio de comunicação costumam
ser menos sociáveis do que as usuárias esporádicas. Tudo bem flertar no
Facebook, mas fique esperto se até as conversas importantes ela quiser
ter online – talvez a garota esteja tentando esconder características
pouco atraentes. É o que dizem os cientistas…
Por que ela finge orgasmo…
As parceiras fingem orgasmo para evitar que os homens as traiam,
revelou um estudo no periódico Archives of Sexual Behavior (EUA).
Mulheres que sentem um alto risco de infidelidade por parte do parceiro
disseram simular o clímax com mais frequência. Elas recorrem a essa
tática na tentativa de reduzir a chance de serem traídas – mostrando que
você manda bem e que elas estão envolvidas e com tesão, diz a psicóloga
Farnaz Kaighobadi, autora do estudo.
Cuidado com a carência
De acordo com a agência de relacionamentos Eclipse Love, em São
Paulo, homens divorciados se sentem mais carentes depois de uma
separação e não ficam muito tempo sozinhos. “Eles se mostram mais
deslocados com a retomada da vida de solteiro do que as mulheres. O cara
quer logo encontrar uma nova parceira, enquanto a garota prefere
aproveitar a solteirice por um tempo maior”, diz a psicóloga Eliete
Matielo, diretora da agência. Nenhum problema em ter uma nova parceira,
mas fique esperto para não engatar um relacionamento só para não ficar
sozinho. Lembre-se da máxima “antes só do que mal acompanhado”.
Sem gritar…
Se você fala sem alterar a voz, mantendo um tom constante, você é
monocórdico. E, se você é monocórdico, faz mais sexo, segundo estudo
publicado no Archives of Sexual Behavior. Os voluntários testados que
menos variaram o tom de voz durante uma conversa em que competiam com
outros foram os que mais relataram experiências sexuais. “Se você está
inseguro, sua voz oscila. Se está calmo, consegue manter o tom firme”,
diz o autor do estudo, David Puts. O jeito convincente de falar pode ser
bem mais sedutor.
Seja bem-vindo… mas tire a roupa
Seja bem-vindo… mas tire a roupa
Cap d’Agde seria apenas um balneário
naturista na França não fosse um detalhe: é o destino preferido dos
adeptos da troca de casais. Nossa repórter esteve lá e conta como é
passar férias em um lugar onde ninguém é de ninguém
As pessoas não vêm para cá para ficar nuas. Existem dezenas de outras
praias na França onde se pode tomar sol sem roupa. As pessoas vêm aqui
para se divertir. Se divertir, você entende? Esqueça o que você leu
sobre este lugar. O que você vai ver é muito mais intenso.” Logo na
chegada a Cap d’Agde, um dos taxistas locais, que faz o trajeto entre a
estação de trem de Agde e a vila naturista, alerta de forma bastante
enfática sobre o que estamos para ver. E nas primeiras horas no
balneário fica claro que ele estava certo.
Conhecida como “a Disneylândia do nudismo”, a Praia de Cap d’Agde,
localizada na costa mediterrânica do sul da França, é a prova de que um
outro mundo é possível. Os 10 mil habitantes da vila naturista, a maior
da Europa, costumam andar nus boa parte do tempo. Não só a praia é
naturista, mas sim a vila inteira, por isso é possível ver pessoas em
atividades banais completamente peladas: escolhendo legumes no
supermercado, andando de bicicleta, lavando o carro ou disputando uma
partida de futebol (com ambos os times sendo os “sem camisa”).
A maioria dos turistas é gente comum, daquele tipo que você poderia ver na Piazza San Marco, em Veneza, ou no Louvre, em Paris, mas que, em contato com novos ares, decide deixar a timidez de lado para buscar prazer e diversão. A média de idade dos casais fica entre 30 e 50 anos, e grande parte deles são suingueiros (ou échangistes, como designam os franceses), isto é, casais e solteiros que querem aliar a liberdade do naturismo aos prazeres da carne.
A maioria dos turistas é gente comum, daquele tipo que você poderia ver na Piazza San Marco, em Veneza, ou no Louvre, em Paris, mas que, em contato com novos ares, decide deixar a timidez de lado para buscar prazer e diversão. A média de idade dos casais fica entre 30 e 50 anos, e grande parte deles são suingueiros (ou échangistes, como designam os franceses), isto é, casais e solteiros que querem aliar a liberdade do naturismo aos prazeres da carne.
Apesar de todo o clima de liberdade que existe na vila, a praia é onde os pelados ficam realmente à vontade – e põe à vontade nisso. Agnes, economista francesa de 37 anos que frequenta o lugar há nove, explica solicitamente as regras não escritas do local. A partir da bandeira do bar da praia, na parte conhecida como Baía dos Porcos, ficam casais e solteiros mais ousados. Eles costumam abordar outros veranistas com predisposição para troca de casais e transam na areia mesmo, à luz do dia e à vista de todos. Antes da bandeira do bar, encontram-se as famílias com filhos, que estão ali apenas pelo prazer do naturismo e costumam se incomodar com demonstrações públicas de luxúria. As dunas, prossegue Agnes, devem ser evitadas pelos mais tradicionais – se é que se pode usar esse adjetivo em Cap d’Agde. É lá que rolam gang bangs, modalidade em que uma só moça transa com vários homens. Em geral, quem está nas dunas é porque quer participar da farra.
A Baía dos Porcos é a parte mais movimentada. Dezenas de turistas
disputam um pedaço de areia para esticar a toalha. Os bares cobram pelas
espreguiçadeiras que dispõem à beira-mar: pagam-se inacreditáveis 25
euros por cadeiras na primeira fileira. Afinal, estamos na praia em que a
expressão “ver e ser visto” é levada ao extremo. Diferentemente de
praias naturistas “puritanas”, ali não pega mal estudar o físico alheio.
É normal, aliás, sentir-se constantemente observado e analisado. Os
homens travam uma silenciosa competição de volumes anatômicos, e a
maioria deles tem os pelos pubianos raspados. Sem biquíni, algumas
mulheres demonstram a força cruel da gravidade. Mas, principalmente no
verão – o período das férias universitárias –, é possível encontrar
muitas beldades desfilando sua nudez pela areia.
Poucos minutos depois de chegarmos à praia, um casal próximo ao mar
começou, com toda a naturalidade, uma animada sessão de sexo oral.
Alguns dos pelados à volta nem se importaram, mas quatro ou cinco
observavam a cena com a atenção de quem assiste à final da Copa do
Mundo. Em certo momento, a moça responsável pelo show – uma loira roliça
e bonita – levanta a cabeça e olha fixamente para um casal formado por
uma morena alta com pinta de modelo e por um sujeito ruivo com idade
para ser o avô dela. Para eles, é a senha de que devem ir até lá.
Observada pelo parceiro, a morena levanta-se e se posta diante do casal.
Inicia-se um ménage à trois a céu aberto. O ruivo apenas assiste
enquanto se masturba. Pouco a pouco, uma roda de espectadores vai se
juntando e aprecia o espetáculo, em pé. Já são cerca de 20 pessoas
formando a plateia quando, poucos minutos depois do início da cena, a
roda bate palmas: sinal de que uma das mulheres chegou ao orgasmo.
No resto da tarde, cenas como essa se sucederiam mais duas vezes, mas nunca com mais de três pessoas na ação ao mesmo tempo. Atos mais discretos, como casais se masturbando mutuamente, são mais frequentes.
No resto da tarde, cenas como essa se sucederiam mais duas vezes, mas nunca com mais de três pessoas na ação ao mesmo tempo. Atos mais discretos, como casais se masturbando mutuamente, são mais frequentes.
A abordagem entre os casais acontece de forma suave, geralmente com
trocas de olhares. O que atrapalha a aparente harmonia dos pares são os
homens solteiros que circulam por ali. Como moscas em um piquenique,
eles rondam a praia à espera de que algo aconteça e, às vezes, insistem
em participar das atividades, mesmo quando não solicitados. Não por
acaso foram apelidados de charognards (“urubus”, em francês) pelos
frequentadores da praia. Desde 2010 homens solteiros não podem mais
entrar sozinhos na vila a partir das 19h30. Antes havia “muitas
reclamações e problemas”, conta a recepcionista de um dos hotéis.
Capital do sexo livre
Piero, um empresário italiano que há 12 anos frequenta Cap d’Agde, lembra que cerca de uma década atrás as coisas por ali eram até mais libidinosas. “As pessoas tinham ainda menos pudores em fazer sexo em público, acredite se quiser.” Mas a proliferação dos casais liberais fez com que os naturistas “ideológicos” começassem a reclamar da sacanagem. Em 2010, a disputa entre as duas tribos ganhou a imprensa francesa, que batizou a briga de “batalha entre puristas e libertinos”. O primeiro grupo acusava o segundo de ser “exibicionista e depravado” e de deturpar a tradição naturista do lugar. À época, a conselheira municipal do balneário, Florence Denestebe, afirmou: “Há uma explosão de libertinagem. Involuntariamente Cap d’Agde se transformou na capital europeia do sexo livre”.
Piero, um empresário italiano que há 12 anos frequenta Cap d’Agde, lembra que cerca de uma década atrás as coisas por ali eram até mais libidinosas. “As pessoas tinham ainda menos pudores em fazer sexo em público, acredite se quiser.” Mas a proliferação dos casais liberais fez com que os naturistas “ideológicos” começassem a reclamar da sacanagem. Em 2010, a disputa entre as duas tribos ganhou a imprensa francesa, que batizou a briga de “batalha entre puristas e libertinos”. O primeiro grupo acusava o segundo de ser “exibicionista e depravado” e de deturpar a tradição naturista do lugar. À época, a conselheira municipal do balneário, Florence Denestebe, afirmou: “Há uma explosão de libertinagem. Involuntariamente Cap d’Agde se transformou na capital europeia do sexo livre”.
O então prefeito, Gilles d’Ettore, por sua vez, disse que não havia
muito a ser feito para evitar a sacanagem: “Não fomos nós que inventamos
a troca de casais ou o comportamento libertino em Cap d’Agde. Essa
tendência existe por aqui há dez anos, e eu não posso colocar um
policial para controlar cada um dos 40 mil nudistas”, afirmou ele.
Fazer sexo em público é considerado crime na França. Hoje, durante a
alta temporada, policiais aparecem esporadicamente na praia para tentar
inibir esse tipo de comportamento, mas o patrulhamento não é lá muito
severo.
Existem quatro hotéis dentro da vila naturista, com diárias entre 100
e 450 euros na alta temporada. Quase todos têm ares de motel, com
decoração cafona e varandas interligando os quartos, o que facilita a
interação entre os hóspedes. O hotel Eve é o mais antigo deles e conta
com uma piscina que costuma ter gente pelada da manhã à noite. Já na
área do café da manhã, a maioria das pessoas está vestida, e o hotel
quase pareceria uma hospedaria comum não fossem os dois casais na mesa
ao lado que conversam sobre a noite anterior e se elogiam mutuamente. Em
certo momento, um dos homens se levanta da mesa e volta em seguida com
um pedaço de papel para anotar o telefone do casal com que
compartilharam a cama e os fluidos.
A Village Naturiste de Cap d’Agde existe há 40 anos e tem capacidade
para 40 mil visitantes, espalhados pelos 2 quilômetros de praia e pela
marina privativa. A temporada vai de meados de junho à metade de
setembro, apesar de haver turistas por ali o ano inteiro. O lugar volta a
encher no Réveillon, quando milhares de turistas de toda a Europa
chegam para as festas da virada do ano. No dia 31 de dezembro ocorre o
“último banho de mar do ano”, em que centenas de naturistas, suingueiros
e simpatizantes se reúnem para se banhar nus nas águas frias do mar de
Agde.
No ritmo da noite
Durante o dia, a praia não é nenhuma igreja, mas também não se compara ao que rola à noite no balneário. A areia serve como uma espécie de preliminar da atividade noturna em Cap d’Agde. No fim da tarde, é frequente circularem pela orla “promotoras” de clubes que entregam panfletos anunciando as festas da noite. “A liberdade de andar pelado e conhecer outros casais na praia é o grande atrativo daqui. As casas de suingue são iguais a quaisquer outras na Europa. A diferença é que há muitas e o público é imenso”, avalia Lúcia, uma portuguesa de 54 anos que costuma mentir a seus filhos universitários sobre seu destino de férias.
De fato, não faltam opções. A vila tem “clubes libertinos” para todos os gostos. Existem mais de dez estabelecimentos, entre eles casas só para casais, outras que aceitam solteiros, clubes para sadomasoquistas ou apenas para gays.
Durante o dia, a praia não é nenhuma igreja, mas também não se compara ao que rola à noite no balneário. A areia serve como uma espécie de preliminar da atividade noturna em Cap d’Agde. No fim da tarde, é frequente circularem pela orla “promotoras” de clubes que entregam panfletos anunciando as festas da noite. “A liberdade de andar pelado e conhecer outros casais na praia é o grande atrativo daqui. As casas de suingue são iguais a quaisquer outras na Europa. A diferença é que há muitas e o público é imenso”, avalia Lúcia, uma portuguesa de 54 anos que costuma mentir a seus filhos universitários sobre seu destino de férias.
De fato, não faltam opções. A vila tem “clubes libertinos” para todos os gostos. Existem mais de dez estabelecimentos, entre eles casas só para casais, outras que aceitam solteiros, clubes para sadomasoquistas ou apenas para gays.
O Le Glamour, aberto desde 1998 bem em frente à praia, é o mais
famoso. Durante as tardes, há “festas da espuma” por lá, nas quais a
nudez total é obrigatória. À noite, formam-se filas enormes na porta do
casarão de dois andares, que tem vista para o mar e uma área ao ar livre
com bar, camas e sofás. A entrada para casais custa cerca de 50 euros,
dependendo da noite, com direito a duas bebidas. Solteiros costumam ser
barrados na porta, a não ser que a hostess esteja de bom humor.
No Le Jul’s, a 200 metros dali, que é menor e ainda mais cheio
(talvez por cobrar apenas 15 euros por pessoa), uma área aberta na
primeira pista permite vislumbrar o que acontece lá dentro. O pessoal,
animadão, dança no meio da pista e em cima do bar. Para delírio dos
voyeurs, uma loira que aparenta ter recém-chegado à maioridade improvisa
uma dança no mastro 1 metro acima do chão, de forma bastante amadora.
Com bem delineadas curvas, a bela usa um vestidinho rosa colado ao corpo
e nenhuma calcinha. Entre os ávidos marmanjões que assistem à cena a
poucos centímetros do mastro, um rosto chama atenção: uma mulher, também
loira, mas mais velha, não desgruda os olhos da moça que dança.
Enquanto isso, o marido dela, que aparenta ter no mínimo 30 anos a mais,
tenta conter um bocejo, mas não disfarça o cansaço. Na pista, moças
suadas se tocam, se beijam e se acariciam como se estivessem em um set
de filme pornô.
Mas não é preciso entrar em uma dessas casas para interagir com
outros casais. No paraíso dos suingueiros, até os restaurantes têm
atmosfera erótica. Em meio à refeição, casais trocam olhares lascivos e
juntam-se em grandes mesas para tomar vinho, comer e preparar o terreno
para o resto da noite.
À noite, a nudez já não é o traje tradicional, mas, pelo menos para
as mulheres, ainda vale a regra do “menos é mais”: vestidos
transparentes, saias curtíssimas, isenção de calcinha e saltos altos são
indispensáveis. Enquanto isso, os homens vestem terno e gravata, num
figurino que, acompanhado pelas mulheres, faz com que pareçam cafetões.
Algumas figuras estranhas circulam pela rua principal, na qual se
concentra a maioria dos bares e restaurantes: um anão de terno prateado,
uma mulher que poderia ser a bisavó do anão usando um robe
transparente, um travesti com um vestido mais curto do que a reserva
monetária da Europa etc.
No dia seguinte, um domingo, o clima esfria – literalmente. Com o sol
escondido entre nuvens, o termômetro marca 18 graus e, na praia, o
cenário é insólito: os poucos banhistas que caminham pela areia estão
parcialmente vestidos – blusas de manga comprida na parte de cima e
absolutamente nada na parte de baixo. No melhor estilo “criando o bicho
solto”, um casal faz jogging na orla. A imagem é peculiar: o membro do
homem balança em ritmo frenético durante a corrida, assim como os seios
da mulher. Uma cena que resume perfeitamente a singular atmosfera de Cap
d’Agde: bizarra, cômica, um tanto erótica, mas, ao mesmo tempo,
estranhamente natural.
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